quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Dica: Dois sites musicais dos anos 80





Assista on-line mais de 1000 videoclipes dos anos 80 na
80´s Music Videos .

Mostra vídeos (um de cada cantor/grupo) de quase todos aqueles que fizeram sucesso internacional nos anos 80.

Rádio Trash dos anos 80, Rádio Trash anos 80, com diversas opções dentre as quais: Black Trash, Brega Brasil, Carnatrash, Novelas, Infantis, Cinema, Pop e várias outras preferências.

Vale à pena conferir os dois sites.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Centenário da Morte de Machado de Assis - Portal Machado de Assis - MEC

Para quem não sabe, hoje é o dia do centenário de morte de Machado de Assis, um de nossos maiores escritores de todos os tempos, fundador da Academia Brasileira de Letras, entidade que leva o seu nome.

O MEC está disponibilizando em sua página TODAS as obras de Machado de Assis, em comemoração ao centenário de sua morte.

A obra do Machado de Assis, pra quem não sabe, é de domínio público desde 1978, quando se comemorou os setenta anos de seu falecimento.

Vale a pena dar uma conferida. Boa leitura a todos!

Link: Portal Machado de Assis

sábado, 27 de setembro de 2008

"A Batalha de Argel" de Gillo Pontecorvo



A luta do povo argelino por sua libertação do jugo do colonialismo francês, apresentada no filme de Gillo Pontecorvo, tem como fio condutor a história de integrantes da Frente de Libertação Nacional (FLN), Ali-la-Pointe e seus companheiros que resistem na Casbah, o maior bairro popular da capital Argel. O filme apresenta um período desta luta, marco histórico no processo de libertação de colônias européias na África. A ação se passa entre 1954 e 1957 e o diretor, que mistura ficção e fatos reais, trata com veracidade a resistência argelina e a violência do exército francês, obtendo como resultado um “quase” documentário, intenso, emocionante, que mantém o espectador em suspense do início ao final do filme.



O coronel Mathieu (inspirado no coronel Jacques Massu – o carrasco de Argel) utiliza e defende abertamente a tortura para desbaratar a resistência argelina e manter o país sob domínio dos franceses. A tese - o uso da tortura e da humilhação como principal forma de combate - foi defendida publicamente em 1961, pelo coronel francês Roger Trinquier em seu livro "La guerre moderne", que serviu de “referência” para a “assessoria” de militares americanos em golpes de estado em países da América Latina. Há dois anos, segundo noticiou o jornal The New York Times, o filme foi exibido no Pentágono a militares norte-americanos inconformados com a tenaz resistência do povo iraquiano.



Em 1954, humilhados pela derrota da batalha de Diên Biên Phu imposta pelos vietnamitas, militares franceses radicalizam a violência contra os argelinos com o intento de manter seu domínio de mais de cem anos sobre o país, iniciado em 1830. A França ganharia uma batalha, mas perderia a guerra.

O filme, um clássico (agora em cópia restaurada), traz ao final uma das mais belas e emocionantes cenas do cinema.



A Batalha de Argel ganhou o Leão de Ouro e o prêmio Fipresci (da Federação Internacional dos Críticos), no Festival de Veneza em 1966. O filme foi banido na França até 1971 e o primeiro cinema que o exibiu sofreu um atentado. Ficou proibido no Brasil no período de ditadura militar.



DVD

Título: A Batalha de Argel, Itália, 1965
Título original: La Battaglia di Algeri
Direção: Gillo Pontecorvo
Elenco: Brahim Haggiag, Yacef Saadi, Jean Martin, Tommaso Neri, Fawzia el Kader, Michele Kerbash, Mohamed Ben Kassen, Samia Kerbash
Ano de produção: 1966
Duração:121 min.
Cor: Preto e Branco
Extras

- Disco 1:
* Menu interativo
* Seleção de cenas


Disco 2:
* Gillo Pontecorvo, a ditadura da verdade [37 min, 1992]: um documentário dirigido por Oliver Curtis'
* Entrevistas extraídas do episódio Estados armados do documetário O inimigo íntimo, violência na Argélia [2002], de Patrik Rotman
* Entrevista de José Carlos Avellar com Saadi Yacef [2005]
* Filmografia do diretor
* Prêmios
* Galeria de fotos


A Batalha de Argel conquistou e conquista público em todo o mundo. Após assistir o filme, Marlon Brando afirmou em entrevista que só filmaria na Europa se fosse com Pontecorvo. Dessa “parceria” nasceu outro clássico, dirigido por Pontecorvo, Queimada (1969), estrelado por Brando e Evaristo Márquez, sobre a dominação colonial nas Caraíbas.



Gillo Pontecorvo

Nasceu em Pisa, Itália, em 1919. Ligado ao Partido Comunista, começou a trabalhar como jornalista nos anos 1930; foi correspondente em Paris de jornais italianos. Ao final da II Guerra, tornou-se assistente de Joris Ivens, Yves Allégret e Mario Monicelli. Nos anos 50, dirigiu documentários antes de estrear na ficção com Giovanna, episódio do filme Die Vind Rose, (1954) sobre uma operária da indústria têxtil. Dirigiu também A Grande Estrada Azul (1957), Kapò (1959), Queimada! (1969), Ogro (1980), O adeus a Enrico Berlinguer (1984), Firenze, il nostro domani (2003). Faleceu no dia 12 de outubro de 2006.


Fonte: Site CECAC - Centro Cultural Antônio Carlos Carvalho

"O Analfabeto Que Passou no Vestibular" - Felipe Pena



26/09/2008

7Letras, 256 págs., R$ 34,00 / BB+


Com base em notícias de jornais e na sua experiência como professor universitário (hoje na UFF), o jornalista Felipe Pena - que já foi também sub-reitor da Estácio de Sá, no Rio - criou um romance que visa, sobretudo, a denunciar a decadência do ensino superior e a mercantilização da educação no Brasil. Com linguagem enxuta e agilidade jornalística, Pena compõe uma trama contundente - começa com uma aluna de farmácia baleada no campus -, que envolve grupos estrangeiros inescrupulosos, universidades às quais só interessam os lucros, polícia, traficantes e políticos que brigam pelo controle de uma nova droga sintética, delineando um painel bem familiar aos brasileiros e mantendo o suspense até o fim.


Fonte: Jornal Valor Econômico de 26.09.2008

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Editora Abril se livra de indenizar centro espírita

A Editora Abril está livre de pagar indenização para o Centro Espírito Beneficente União do Vegetal por causa de uma reportagem publicada na revista Veja. A decisão é da 3ª Turma do Superior Tribunal de Justiça.

Em 2002, a editora respondeu mais de 50 ações movidas por freqüentadores do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal por conta da reportagem Barato Legal, publicada em setembro pela revista Veja. No texto, era dito que o chá ayahuasca, consumido durante as reuniões do centro espírita, era “droga como qualquer outra” por provocar surtos psicóticos e, se fosse combinada com outras substâncias, seria capaz de gerar morte súbita.

“Se um brasileiro fundar uma religião que utilize em seu ritual maconha, cocaína, ecstasy, LSD ou crack, terá a aprovação do secretário nacional antidrogas. Afinal de contas, ‘religião é religião’”, dizia o texto. Os seguidores do centro espírita alegaram que foram ofendidos pelo conteúdo da reportagem. O nome de nenhum deles foi citado no texto. Por causa da ilegitimidade, as 50 ações foram julgadas improcedentes.

O mesmo aconteceu com a ação movida pelo Centro Espírita. A primeira instância reconheceu que não houve danos e a instituição apelou ao Tribunal de Justiça do Distrito Federal. Os desembargadores afirmaram que a reportagem não teve a intenção de manchar a imagem. “Embora se mostre, em alguns trechos, indelicada, tal fato não é suficiente para macular os atributos pessoais da seita religiosa”, entendeu.

No STJ, o relator do processo, ministro Sidnei Beneti, manteve a decisão por entender que seria necessária nova avaliação de provas, o que não compete ao STJ, conforme dispõe a Súmula 7 da Corte. Em seguida, a defesa do Centro Espírita entrou com um Agravo Regimental (tipo de recurso) pedindo que o processo fosse apresentado em mesa para que a 3ª Turma se pronunciasse sobre a decisão. A 3ª Turma do STJ, por unanimidade, acompanhou o ministro relator e negou o recurso.

A defesa da Editora Abril, representada pelo advogado Alexandre Fidalgo, do escritório Lourival J. Santos Advogados, comemorou a decisão. “A defesa sempre alegou que não houve qualquer ilegalidade no texto jornalístico. O tema é de inquestionável interesse e a revista cumpriu com o seu dever jornalístico, tanto que todas as decisões foram nesse sentido”, observou o advogado.

REsp 772.224


Fonte: Revista Consultor Jurídico de 22.09.2008

"Estado de Sítio" (État de Siege) de Costa-Gavras - 1973



SINOPSE

A repressão organizada do imperialismo norte-americano

Filme de Costa-Gavras disseca o envolvimento norte-americano nas ditaduras latino-americanas

”Estado de Sítio” (1973), um dos melhores filmes políticos já realizados, sai finalmente em DVD.




O filme do diretor grego Costa-Gavras é um retrato minucioso da participação direta dos Estados Unidos nas ditaduras militares da América Latina nas décadas de 1960 e 1970. Através da história do seqüestro de um norte-americano e um brasileiro pelo grupo guerrilheiro uruguaio Tupamaro, o cineasta denuncia o papel repressivo do governo norte-americano nas ditaduras latino-americanas.

Em “Estado de Sítio” o grupo guerrilheiro Tupamaro seqüestra o embaixador do Brasil no Uruguai, Roberto Campos, e o funcionário da polícia norte-americana Philip Michael Santore. O grupo então exige que o governo solte os presos políticos em troca dos seqüestrados. O caso gera uma crise política internacional que coloca em evidência a participação criminosa do imperialismo norte-americano na estrutura repressiva dos regimes militares.

No filme, Philip Michael Santore é interrogado por um dos integrantes do Tupamaro, maneira pela qual o filme apresenta dados importantíssimos e ao mesmo tempo assustadores de como os Estados Unidos formou milhares de agentes de tortura nas polícias de vários países da América Latina. O Brasil aparece no filme com destaque entre os países “assessorados” pelos norte-americanos, foram mais de 100.000 policiais brasileiros especializados em técnicas de tortura em cidades como São Paulo e Belo Horizonte.



Os Estados Unidos mantinham uma escola de tortura para onde os governos dos países enviavam representantes para receber especialização em todos os ramos da repressão policial.

Neste filme, Costa-Gavras conseguiu construir, através de seu estilo vindo dos thillers policiais, um empolgante relato político com uma montagem que desenvolve a história através de flashbacks, como em seu filme mais famoso “Z” (1969) e faz com que a direção, atores, cenários e trilha sonora deixe o filme com uma destacada riqueza de detalhes.

O roteiro de “Estado de Sítio” é Gavras e de Franco Solinas baseado em fato verídico ocorrido no Uruguai, este também foi roteirista do diretor italiano Gilo Pontecorvo nos filmes “A Batalha de Argel” (1965) e “Queimada” (1969). Na história, o nome do grupo guerrilheiro Tupamaros e do embaixador do Brasil foram mantidos, alterando-se o restante para nomes fictícios.

O diretor Konstantinos Costa-Gavras pode ser considerado um dos grandes diretores de um gênero no cinema que teve e ainda tem poucos representantes, o cinema político. Muitos de seus filmes foram censurados no Brasil e a maioria nem teve lançamento no mercado de vídeo como é o caso de “Estado de Sítio”.

Este lançamento traz material extra pouco extenso, apenas com filmografia de Costa-Gavras e do ator principal Yves Montand e algumas notas biográficas, mas que valorizam ainda mais este importante lançamento em DVD.

DVD




Título: Estado de Sítio
Título Original: État de Siege
Direção: Konstantinos Costa-Gavras
Elenco: Yves Montand, Jacques Weber, Renato Salvatori, Jean-Luc Bideau, O.E. Hasse, Evangeline Peterson, Mario Montilles, Jacques Perrin, Maurice Teynac, Harald Wolff
Ano de produção: 1973
Duração: 119 min
Cor: Colorido
Gênero: Cinema Político
Idioma: Francês e Inglês
País de produção: França, Itália, Alemanha
Legendas: Português, Espanhol
Extras: Galeria de talentos com notas biográficas e filmografia de Costa-Gavras e Yves Montand
Distribuição: Editora Europa


Fonte: http://www.pco.org.br

"O vendedor de fósforos" de Otto Dix



O vendedor de fósforos (1920), é uma obra de Otto Dix que está exposta na Alemanha, no Kunstmuseum, em Stuttgart.

Nessa pintura Dix expõe, quase fotograficamente, o descaso dos passantes diante do sofrimento de um ex-soldado cego e paralítico. A produção dessa fase do artista constitui uma espécie de crônica ácida e indignada do ambiente alemão do período, o que vale a sua prisão em 1939 e a condenação de sua obra como arte degenerada.

O pintor e gravador alemão Otto Dix (1891-1969), ao lado do pintor e desenhista, também alemão, George Grosz (1893-1959), são considerados os dois grandes nomes dessa linhagem expressionista. A obra de Dix flagra a hipocrisia e frivolidade da sociedade berlinense do pós-guerra.

(Com a colaboração de Catharina Mafra)