sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Câmara dos Deputados já demitiu 102 parentes


Chinaglia colocou os técnicos do Legislativo à disposição do Ministério Público para auxiliar em um novo levantamento para verificar se ainda há casos de nepotismoFoto: Agência Câmara

Agência Câmara

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), informou nesta quinta-feira que 102 parentes já foram demitidos por conta da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), que proibiu o nepotismo nos três poderes.
Os parentes foram identificados por meio de cruzamentos realizados pelo Centro de Informática da Câmara. Chinaglia colocou os técnicos do Legislativo à disposição do Ministério Público para auxiliar em um novo levantamento para verificar se ainda há casos de nepotismo. O presidente considera, no entanto, que o trabalho realizado foi eficiente e deve ter identificado todos os parentes.
Na semana passada, o Ministério Público Federal no Distrito Federal encaminhou ofício aos presidentes da Câmara e do Senado informando que vai fiscalizar o cumprimento da súmula do STF. O órgão abriu um inquérito civil público para acompanhar as ações contra o nepotismo.

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Recuperando partições perdidas ou deletadas

Partition Find and Mount é uma ferramenta para recuperar partições que foram perdidas ou deletadas. Todas as unidades de disco são analisadas para detectar partições que podem ser recuperadas, inclusive nos casos de registros de inicialização danificados, como o MBR. Funciona com todas as versões de partição NTFS e FAT. Partition Find and Mount é gratuito para uso pessoal. A versão Pro, que é paga, possui uma taxa de transferência bem maior.

Licença: Freeware
SO: Windows 2000/XP/2003/Vista
Download: Partition Find and Mount 2.31 [1,62 MB]
Site: Find and Mount

Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth) 2006

Uma Verdade Inconveniente (An Inconvenient Truth) 2006


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Obs CinemaDown: Esse documentário é perturbador

Al Gore é mais conhecido pelo fato de ter sido derrotado por George W. Bush, atual presidente dos Estados Unidos da América, na campanha eleitoral pela presidência do país em 2000. No entanto, os trabalhos de Gore não se resumem apenas a isso. Em "Uma Verdade Inconveniente", são mostrados os esforços do político, objetivando alertar a população mundial à respeito do super-aquecimento global. Para quem não sabe, possuímos somente uma década para evitar uma catástrofe que poderá acarretar uma alteração em todo o sistema climático da Terra. Este problema pode trazer uma destruição profunda, a qual envolverá secas, inundações, epidemias e até mesmo ondas de calor fatais. Graças a este filme, vemos o compromisso e o esforço de um homem (no caso, Al Gore) em explanar todos os mitos e erros oriundos do assunto aquecimento global, além de, também, trazer informações de como preveni-lo. Ao contrário do que possa parecer, Gore ainda consegue trazer uma apresentação divertida, objetiva e acessível ao falar da verdade surpreendente a qual ele chama de "emergência planetária". Há uma ligação de futuras previsões e curiosidades sobre o preocupante fato com a história pessoal do ex-vice-presidente dos Estados Unidos. No começo, vemos um universitário idealista que notou uma crise ambiental em curso, após, é mostrado um jovem senador enfrentando uma crise familiar, quando, finalmente, chega-se ao homem que praticamente tornou-se presidente da maior potência mundial atual e que se dedicou com todas as forças à causa apaixonada que podemos ver no filme. Neste longa, notamos que Gore não perde nunca a esperança de que ainda existe tempo para mudarmos as coisas.

Gênero: Documentário
Duração: 100 min
Origem: EUA
Estréia: 24 de Maio de 2006
Estúdio: Paramount Classics
Produção: Lawrence Bender
Site Oficial: http://www.climatecrisis.net
Link IMDB: http://www.imdb.com/title/tt0497116

trailer



Quantidade de Mídias: 1
Tamanho: 716 Mb
Idioma do Audio: Inglês
Qualidade do Vídeo: DVDRip
Vídeo Codec: XviD
Vídeo Bitrate: 853 kb/s
Audio Codec: MP3
Audio Bitrate: 145 kb/s
Resolução: 624 x 352 pixels
Formato de Tela: Widescreen (16x9)
Frame Rate: 23.976 fps


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crédito: XandeAlves2000
posted by Videoteca Pessoal at 12:32 PM

Só peguei do Site e repassei para o nosso, Estou testando parece q tá bom o video só falta acbar o Download do Torrent

sábado, 25 de outubro de 2008

Os perigos ocultos da culinária de microondas



Extraído de NEXUS Magazine, Volume 2, nº 25 (abril-maio de 1995).
http://www.nexusmagazine.com
Tradução de Beatriz Medina

Em maio de 1989, Tom Valentine, depois de mudar-se para St Paul, no estado de Minnesota, ouviu no rádio do carro uma notícia curta: "Embora os fornos de microondas aqueçam rapidamente a comida, não são recomendados para esquentar mamadeiras de bebês. Embora a mamadeira pareça fria ao toque, o líquido em seu interior pode ficar extremamente quente e queimar a boca e a garganta do bebê. Além disso, a formação de vapor num recipiente fechado como a mamadeira pode fazê-la explodir."

A notícia continuava: "O aquecimento da mamadeira em microondas pode provocar leves alterações no leite. Em fórmulas para bebês, pode haver perda de algumas vitaminas. Em leite materno extraído mecanicamente, algumas propriedades protetoras podem ser destruídas." O alerta concluía: "Aquecer a mamadeira mantendo-a sob a torneira ou deixando-a numa panela com água quente pode levar mais alguns minutos, mas é muito mais seguro."

No início de 1991, vazaram informações a respeito de um processo judicial em Oklahoma. Uma mulher chamada Norma Levitt fizera uma cirurgia na bacia e morreu por causa de uma simples transfusão de sangue, porque a enfermeira "aqueceu o sangue da transfusão num forno de microondas".

É rotina aquecer o sangue das transfusões - mas não em fornos de microondas! No caso da senhora Levitt, o microondas alterou o sangue, e matou-a.

Será que não dá para concluir que esta forma de aquecimento na verdade causa "algo diferente" nas substâncias aquecidas? Não seria prudente determinar o que este "algo diferente" pode causar?

HANS HERTEL

Na pequena cidade de Wattenwil, perto de Basel, na Suíça, mora um cientista que anda assustado com a falta de pureza e naturalidade nos muitos objetivos da humanidade moderna. Ele trabalhou como pesquisador de alimentos durante vários anos, numa das grandes empresas do setor alimentício da Suíça que fazem negócios em escala global. Há alguns anos, foi demitido por questionar procedimentos de processamento que desnaturavam os alimentos.

Hans Hertel foi o primeiro cientista a conceber e realizar um estudo de alto nível sobre os efeitos dos nutrientes tratados com microondas sobre o sangue e a fisiologia dos seres humanos. Este estudo, pequeno mas bem controlado, denunciou com firmeza a força degenerativa dos fornos de microondas e da comida neles preparada. A conclusão foi clara: cozinhar no microondas altera os nutrientes de forma a provocar mudança no sangue dos participantes; estas não foram mudanças saudáveis, mas alterações que poderiam causar a
deterioração dos sistemas do corpo humano.

- Para controlar o máximo possível de variáveis, selecionamos oito indivíduos, praticantes estritos da dieta macrobiótica e membros do Instituto Macrobiótico de Kentel, Suíça - explicou Hertel. - Ficamos todos hospedados no mesmo hotel nas montanhas durante oito semanas. Não houve fumo, álcool nem sexo.

Logo se vê que estas exigências fazem sentido. Afinal de contas, como seria possível perceber mudanças sutis no sangue humano causadas por comida feita em microondas se estivessem presentes cigarros, bebidas, comida industrializada, poluição, pesticidas, hormônios, antibióticos e tudo o mais que existe no ambiente comum?

Em intervalos de dois a cinco dias, os voluntários do estudo receberam, de estômago vazio, uma das seguintes variantes de alimentos: leite cru de uma fazenda biológica (nº. 1); o mesmo leite fervido da maneira convencional (nº. 2); leite pasteurizado da empresa Intermilk Berne (nº. 3); o mesmo leite cru cozido em forno de microondas (nº. 4); vegetais crus de uma
fazenda orgânica (nº. 5); os mesmos vegetais cozidos da forma convencional (nº. 6); os mesmos vegetais congelados e descongelados no forno de microondas (nº. 7); e os mesmos vegetais cozidos no forno de microondas (nº. 8).

Depois que os voluntários se isolaram no hotel, começou o teste. Foram tiradas amostras de sangue de todos os voluntários imediatamente antes da refeição. Depois outras amostras foram colhidas em intervalos definidos depois de ingeridas as preparações de leite ou vegetais citadas acima.

Foram descobertas mudanças significativas no sangue dos voluntários que consumiram alimentos cozidos no forno de microondas. Estas alterações incluíram uma redução de todos os valores de hemoglobina e colesterol, em especial dos valores do HDL (colesterol bom) e do LDL (colesterol nocivo) e da proporção entre eles. Os linfócitos (glóbulos brancos do sangue) apresentaram um decréscimo de curto prazo mais notável após a ingestão de
alimentos cozidos no microondas do que depois da ingestão de todas as outras variantes. Cada um destes indicadores mostravam uma direção contrária à saúde robusta e favorável à degeneração. Além disso, surgiu uma associação muito significativa entre a quantidade de energia de microondas usada nos alimentos-teste e o poder luminoso de bactérias luminescentes expostas ao soro sangüíneo das pessoas testadas que comeram aqueles alimentos. Isto levou Hertel a concluir que a energia gerada tecnologicamente pode, na
verdade, ser passada por indução para o homem através do consumo de comida feita em
microondas.

- As microondas produzidas tecnicamente baseiam-se no princípio da corrente alternada. Átomos, moléculas e células atingidas por esta forte radiação eletromagnética são forçados a reverter sua polaridade de 1 a 100 bilhões de vezes por segundo. Não há átomo, molécula ou célula de nenhum sistema orgânico capaz de resistir a uma força tão violenta e destrutiva durante nenhum período de tempo, nem mesmo na faixa de baixa energia dos miliwatts.

- De todas as substâncias naturais polares, o oxigênio das moléculas da água é o que reage com mais sensibilidade. É assim que se gera calor no forno de microondas: pela fricção desta violência nas moléculas de água. A estrutura das moléculas é despedaçada, as moléculas são deformadas violentamente (o que se chama isomerismo estrutural) e assim perdem qualidade.

O AQUECIMENTO DA COMIDA

- Tudo isto é o contrário do aquecimento convencional do alimento, no qual o calor se transfere por convecção de fora para dentro. O cozimento com microondas começa dentro das células e moléculas onde há água presente e onde a energia é transformada em calor de fricção.

Hertel acrescentou que, além dos efeitos do violento calor de fricção (chamados efeitos térmicos), há também efeitos atérmicos que quase nunca foram levados em conta.

- Estes efeitos atérmicos não são mensuráveis atualmente, mas podem também deformar a estrutura das moléculas e têm conseqüências qualitativas. Por exemplo, o enfraquecimento das membranas celulares pelas microondas é utilizado no campo da tecnologia de alteração genética. Por causa da força envolvida, na realidade as células são quebradas, neutralizando assim os potenciais elétricos - a própria vida das células - entre os lados de dentro
e de fora das membranas celulares. As células atingidas tornam-se presa fácil de vírus, fungos e outros microorganismos. Os mecanismos naturais de reparação são suprimidos e as células forçadas a se adaptarem a um estado energético de emergência: passam da respiração aeróbia para a anaeróbia. Em vez de água e dióxido de carbono, produzem-se peróxido de hidrogênio e monóxido de carbono.

A mesma fricção violenta e as deformações atérmicas que podem ocorrer em nossos corpos quando somos sujeitos ao radar ou às microondas acontecem com as moléculas da comida feita num forno de microondas. Na verdade, quando alguém faz comida num destes aparelhos, o forno emite uma energia de cerca de 1.000 watts ou mais. Esta radiação provoca destruição e deformação das moléculas do alimento e a formação de novos compostos (chamados compostos radiolíticos) desconhecidos no organismo humano e na natureza.

A ciência e a tecnologia dos dias de hoje garantem insistentemente que os alimentos tratados com microondas ou irradiados não apresentam quantidade significativamente maior de "compostos radiolíticos" do que aqueles cozidos, assados ou preparados pelo sistema convencional - mas as microondas produzem mais destas substâncias. É curioso que nenhuma instituição científica importante nem nosso governo superprotetor tenha realizado testes de sangue sobre os efeitos da ingestão de vários tipos de alimentos cozidos. Hertel e
seu grupo fizeram estes testes, e é clara a indicação de que alguma coisa está errada e que deveriam ser feitos estudos mais amplos. Os efeitos aparentemente tóxicos do cozimento com microondas são apenas mais um item numa longa lista de aditivos antinaturais de nossa dieta diária. No entanto, as instituições oficiais recusam-se a dedicar-se a este trabalho.

- Estes resultados demonstram tendências anêmicas. A situação ficou ainda mais pronunciada durante o segundo mês do estudo - acrescentou Hertel. - E com estes valores em declínio, houve um aumento correspondente dos valores do colesterol.

Hertel admite que fatores de estresse da coleta de amostras de sangue com tanta freqüência todos os dias, por exemplo, não podem ser ignorados, mas a linha básica estabelecida para cada indivíduo tornou-se o marcador do "valor zero" e só as alterações relativas a estes valores-zero foram determinadas estatisticamente.

Depois de completado o primeiro ciclo de substâncias de teste, a diferença entre os efeitos dos alimentos preparados de forma convencional e da comida feita com microondas foi marginal - embora notada como "tendência" definida. Com a continuação do teste, a diferença dos marcadores sangüíneos tornou-se "estatisticamente significativa". As mudanças são consideradas, em geral, como sinais de estresse no corpo. Por exemplo, os eritrócitos tendem a aumentar depois de ingerir legumes cozidos no forno de microondas. A hemoglobina e os valores médios de concentração e conteúdo de hemoglobina também tenderam a cair significativamente depois da ingestão de substâncias tratadas com microondas.

LEUCOCITOSE

- A leucocitose - explicou Hertel -, que não pode responder a desvios diários como os que se seguem à ingestão de alimento, é levada a sério pelos hematologistas. A resposta dos leucócitos é especialmente sensível ao estresse. Com freqüência, é sinal de efeitos patogênicos no sistema vivo, tais como o envenenamento e o dano celular. O aumento dos leucócitos com a ingestão de alimentos tratados com microondas foi mais pronunciado do que com todas as outras variantes. Parece que estes aumentos marcantes foram causados inteiramente pela ingestão de substâncias tratadas com microondas.

Os níveis de colesterol foram muito interessantes, como ressaltou Hertel:

- A crença científica comum afirma que os valores de colesterol costumam alterar-se lentamente em períodos extensos de tempo. Neste estudo, os valores aumentaram rapidamente depois do consumo dos legumes cozidos com microondas. No entanto, com o leite os valores de colesterol permaneceram os mesmos e chegaram a reduzir-se significativamente com o leite cru.

Hertel acredita que seu estudo tende a conformar dados científicos recentes que sugerem que o colesterol pode aumentar rapidamente no sangue em resposta a um estresse agudo.

- Além disso - acrescenta - o nível de colesterol no sangue é menos influenciado pelo conteúdo de colesterol do alimento do que por fatores de estresse. Tais fatores causadores de estresse podem, aparentemente, ser alimentos que não contêm praticamente nenhum colesterol: os legumes cozidos com microondas.

É fácil de ver que este estudo financiado e realizado individualmente tem substância suficiente para provocar a atenção de qualquer pessoa com um mínimo de bom senso. Alimentos preparados em fornos de microondas causaram mudanças anormais, representativas de estresse, no sangue de todos os indivíduos testados. A individualidade biológica, variável-chave que ridiculariza muitos estudos supostamente científicos, foi muito bem
compensada pelas normas estabelecidas.

MORDAÇA JUDICIAL

Assim que Hertel e Blanc anunciaram seus resultados, o tacape da autoridade caiu sobre eles. Uma poderosa organização comercial, a Associação Suíça de Vendedores e Fabricantes de Eletrodomésticos, conhecida como FEA, reagiu rapidamente. Forçaram o presidente do tribunal de Seftigen, Cantão de Berna, a emitir uma "ordem de mordaça" contra Hertel e Blanc. O ataque foi tão feroz que Blanc rapidamente retirou seu apoio - mas era tarde demais. Ele já registrara por escrito sua opinião sobre a validade dos estudos, e
concordara com a opinião de que alimentos preparados com microondas causavam
anormalidades sangüíneas.

Hertel manteve sua posição, e hoje exige com vigor seu direito a um julgamento. Audições preliminares sobre o assunto foram requisitadas a tribunais superiores, e é bastante óbvio que as forças existentes não querem um julgamento-show sobre este tema.

- Não conseguiram me intimidar e me forçar ao silêncio, e não aceitarei suas condições - declarou Hertel. - Compareci a grandes seminários na Alemanha, e os resultados do estudo foram bem recebidos. Também acho que as autoridades sabem que cientistas da Ciba-Geigy [a maior empresa farmacêutica do mundo, com sede na Suíça] declararam que me apoiariam no tribunal.

Enquanto aqueles poderosos interesses na Suíça que desejam vender milhões de fornos de microondas continuam a evitar o debate aberto deste tema vital para a civilização moderna, novos acontecimentos sobre as microondas surgiram nos Estados Unidos.

PERIGO PARA BEBÊS

Na revista Pediatrics (vol. 89, nº 4, abril de 1992) foi publicado um artigo intitulado "Efeitos da radiação de microondas em fatores anti-infecciosos do leite humano". Richard Quan, médico de Dallas, Texas, era o primeiro nome da equipe que realizou o estudo. John A. Kerner, médico da Universidade de Stanford, também fazia parte da equipe, e foi citado num artigo resumido sobre a pesquisa publicado no número de 25 de abril da revista Science News.
Para dar todo o gostinho do que pode ainda surgir a respeito das microondas, eis aqui o resumo:

"Mulheres que trabalham fora podem extrair e armazenar leite do peito para alimentar o bebê em sua ausência. Mas pais e responsáveis devem ter cuidado quanto à forma de aquecer este leite. Um novo estudo demonstra que o aquecimento de leite humano com microondas - mesmo em ajuste bem baixo - pode destruir algumas de suas importantes qualidades de combate a doenças.

"O leite do peito pode ser refrigerado com segurança por alguns dias, ou congelado durante um mês; no entanto, estudos mostraram que o aquecimento do leite a temperaturas acima da temperatura média do corpo - 37°C - pode destruir não só seus anticorpos contra agentes infecciosos com também suas lisozimas, ou enzimas que digerem bactérias. Assim, quando o pediatra John A. Kerner Jr. observou enfermeiras neonatais amornando ou aquecendo leite
materno no forno de microondas em sua sala, ficou preocupado.

"No número de abril de 1992 de Pediatrics (parte I), ele e seus colaboradores da Universidade de Stanford relataram a descoberta de que leite materno não aquecido e submetido a microondas perdeu a atividade da lisozima e anticorpos e promoveu o crescimento de bactérias potencialmente mais patogênicas. O leite aquecido num ajuste alto (72°C a 98°C) perdeu 96% de seus anticorpos imunuglobulina-A, agentes que detêm micróbios invasores.

"Kerner diz que o que realmente o surpreendeu foi descobrir alguma perda de propriedades anti-infecciosas no leite submetido às microondas num ajuste baixo - numa média de apenas 33,5°C. Alterações adversas em temperaturas tão baixas sugerem que o próprio forno de microondas pode na verdade causar algum dano ao leite, além e apesar do aquecimento.

"Mas Randall M. Goldblum, do Instituto de Medicina da Universidade do Texas em Galveston, discorda e diz: "Não vejo nenhuma prova inconteste de que as microondas tenham causado algum dano. Foi o aquecimento." A degradação de lisozimas e anticorpos nas amostras mais frias pode simplesmente refletir o desenvolvimento de pequenos pontos mais quentes - potencialmente 60°C ou mais - durante o aquecimento com microondas, como observou Madeleine Sigman-Grant, da Universidade do Estado da Pennsylvania em University Park. E isso é de se esperar, segundo ela, porque o aquecimento por microondas é inerentemente irregular e bastante imprevisível quando envolve volumes menores que quatro mililitros, como foi o caso no estudo de Kerner.

"Goldblum considera o uso de microondas para aquecer o leite uma idéia especialmente má, já que provavelmente levará parte do leite à fervura antes que o todo esteja sequer liqüefeito. O Centro Médico da Universidade de Stanford não aquece mais o leite materno no microondas, como observa Kerner. E Sigman-Grant acredita que esta é uma providência apropriada, por causa das pequenas quantidades de leite servidas pelos hospitais aos recém nascidos, especialmente aos prematuros."

O pesquisador Quan, em entrevista por telefone, disse acreditar que os resultados das pesquisas até agora exigem estudo mais detalhado dos efeitos do forno de microondas sobre os nutrientes. A frase abaixo, do resumo da publicação de uma pesquisa, é muito clara:

"Cozinhar com microondas parece ser contra-indicado em caso de altas temperaturas, e existem dúvidas quanto a sua segurança mesmo em temperaturas baixas."

A afirmação final da conclusão do estudo é a seguinte:

"Este estudo preliminar sugere que o aquecimento do leite humano com microondas pode ser prejudicial. São necessários mais estudos para determinar se e como se podem usar as microondas com segurança."

Infelizmente, por enquanto não há mais estudos previstos.

Se você quisesse colocar um suplemento alimentar de ervas no mercado americano, alegando benefícios à saúde, teria de apresentar documentação detalhada e fazer pesquisas caras. Mas indústria de fornos de microondas só teve de provar que as perigosas microondas podiam realmente ficar contidas dentro do forno sem escapar para a área em volta, onde a radiação poderia fazer mal às pessoas. A indústria admite que algumas microondas escapam
mesmo dos melhores fornos. Até agora, a indústria não deu a menor atenção à
possibilidade de que os nutrientes possam ser alterados a ponto de se tornarem prejudiciais à saúde.

Isso faz sentido numa terra que encoraja os fazendeiros a envenenarem as colheitas e o solo com quantidades maciças de substâncias químicas sintéticas e incentiva os fabricantes de alimentos a utilizar aditivos que aumentam a vida de prateleira de seus produtos, sem se importar com o potencial de degradação da saúde do consumidor.

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Nuggets de Frango Caseiro Mais saudavel e limpo

Nuggets de Frango

Arquivar em: Carnes, Frango — giovana @ 9:32 pm

Adorei esta receita! Mesmo porque, consegui substituir os nuggets industrializados. Não tem jeito… crianças pedem as porcarias que vêem e ás vezes, temos que ceder. Mas, agora consegui uma textura igual e um sabor muito gostoso! Creio que dê pra acrescentar vegetais ou mais temperos, mas como foi a primeira vez que fiz a receita, não quis arriscar…

A receita foi extraída da Revista Receita Minuto.

Ingredientes:

600g de peito de frango sem osso

4 fatias de pão de forma (eu tirei a casca)

¼ xícara (chá) de leite

1 cebola média picada

4 colheres (sopa) farinha de trigo

Sal a gosto

Para empanar usei claras de 2 ovos e farinha de rosca.

Bata todos os ingredientes no processador até obter uma massa homogênea.

Deixe na geladeira por 1 hora.

Unte as mãos com óleo, pegue uma porção de massa, faça uma bolinha e achate um pouco (ou abra a massa em superfície enfarinhada e, com o auxílio de cortadores, corte no formato desejado).

Empane passando na clara e depois na farinha de rosca.

Frite em óleo quente e sirva acompanhados do molho de sua preferência.

*Para acompanhar fiz um molhinho de alho:

Bati no liquidificador 1 caixinha de creme de leite; 1 dente de alho (grande); 1 colher (chá) de sal; uma pitada de pimenta do reino; 1 colher (sobremesa) de salsinha (não usei porque não tinha) e 250g de maionese.

Conserve na geladeira.

* o outro molho é catchup.

Parando de fumar com Nicorette



Estou testando o medicamendo Nicorette em mim mesmo quero dizer q consegui reduzir em media de 20 cigarros diarios para 4 nós 4 primeiros dias tenho menos de uma semana de uso do medicamento , posso afirmar q as gomas de mascar fazem bem de verdade . rs , mas tenho bem minhas duvidas se isso vai dar certo pois tenho menos de uma semana de uso do medicamento e vai depender muito do meu querer já q quase toda minha Familía fuma cigarros,
Depoimento real , espero com muita convicção em mim e em Deus parar de fumar tenho menos de uma semana q estou nessa pelejá affis e foda , Já fui Alcoolotra, Maconheiro , Cheirador de Cocaina, Tomei bastante LSD e outras coisitas a mais como diz o velho Planet Hamp , Venho pedir encaricidamente a todos os Jovens do Mundo por favor nunca botem um cigarro na boca pois esse é o vicío mais maldito q eu conheci em vida...
Pois e Galerinha estamos ai eu Buscando me livrar dessa praga que o cigarro pois descobrir na minha vida q liberdade e vc ficar longe de todos os Vicíos um abraço para todos os leitores do blogger

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

"O Vazio da Existência" - Arthur Schopenhauer

Autor: Arthur Schopenhauer
Tradução: André Díspore Cancian
Fonte: The Emptiness of Existence






Esse vazio encontra sua expressão em toda forma de existência, na infinitude do Tempo e Espaço em oposição à finitude do indivíduo em ambos; no fugaz presente como a única forma de existência real; na dependência e relatividade de todas coisas; em constantemente se Tornar sem Ser; em continuamente desejar sem ser satisfeito; na longa batalha que constitui a história da vida, onde todo esforço é contrariado por dificuldades, até que a vitória seja conquistada. O Tempo e a transitoriedade de todas as coisas são apenas a forma sob a qual o desejo de viver – que, como coisa-em-si, é imperecível – revelou ao Tempo a futilidade de seus esforços; é o agente pelo qual, a todo o momento, todas as coisas em nossas mãos tornam-se nada e, portanto, perdem todo seu verdadeiro valor.

O que foi não mais existe; existe exatamente tão pouco quanto aquilo que nunca foi. Mas tudo que existe, no próximo momento, já foi. Conseqüentemente, algo pertencente ao presente, independentemente de quão fútil possa ser, é superior a algo importante pertencente ao passado; isso porque o primeiro é uma realidade, e está para o último como algo está para nada.

Um homem, para seu assombro, repentinamente torna-se consciente de sua existência após um estado de não-existência de muitos milhares de anos; vive por um breve período e então, novamente, retorna a um estado de não-existência por um tempo igualmente longo. Isso não pode ser verdade, diz ao seu coração; e mesmo as mentes rudes, após ponderarem sobre o assunto, devem sentir algum tipo de pressentimento de que o Tempo é algo ideal em sua natureza. Essa idealidade do tempo, juntamente com a do espaço, é a chave para qualquer sistema metafísico verdadeiro, pois proporciona uma ordem de coisas distinta da que pode ser encontrada no domínio da natureza. Por essa razão Kant é tão grandioso.

De cada evento em nossa vida, é apenas por um momento que podemos dizer que este é; após isso devemos dizer para sempre que este foi. Cada noite nos empobrece, dia a dia. Provavelmente nos deixaria irritados ver este curto espaço de tempo esvaecendo, se não fôssemos secretamente conscientes, nas maiores profundezas de nosso ser, de que compartilhamos do inexaurível manancial da eternidade, e de que nele podemos sempre ter a vida renovada.

Reflexões com a natureza das acima podem, de fato, nos levar a estabelecer a crença de que gozar o presente e fazer disso o propósito da vida é a maior sabedoria; visto que somente o presente é real, todo o mais é representação do pensamento. Mas tal propósito poderia também ser denominado a maior tolice, pois aquilo que, no próximo instante, não mais existe e desaparece completamente como um sonho, jamais poderá merecer um esforço sério.

Toda a nossa existência é fundamentada tão-somente no presente – no fugaz presente. Deste modo, tem de tomar a forma de um constante movimento, sem que jamais haja qualquer possibilidade de se encontrar o descanso pelo qual estamos sempre lutando. É o mesmo que um homem correndo ladeira abaixo: cairia se tentasse parar, e apenas continuando a correr consegue manter-se sobre suas pernas; como um pólo equilibrado na ponta do dedo, ou como um planeta, o qual cairia no sol se cessasse com seu percurso. Nossa existência é marcada pelo desassossego.

Num mundo como este, onde nada é estável e nada perdura, mas é arremessado em um incansável turbilhão de mudanças, onde tudo se apressa, voa, e mantém-se em equilíbrio avançando e movendo-se continuamente, como um acrobata em uma corda – em tal mundo, a felicidade é inconcebível. Como poderia haver onde, como Platão diz, tornar-se continuamente e nunca ser é a única forma de existência? Primeiramente, nenhum homem é feliz; luta sua vida toda em busca de uma felicidade imaginária, a qual raramente alcança, e, quando alcança, é apenas para sua desilusão; e, via de regra, no fim, é um náufrago, chegando ao porto com mastros e velas faltando. Então dá no mesmo se foi feliz ou infeliz, pois sua vida nunca foi mais que um presente sempre passageiro, que agora já acabou.

Ao mesmo tempo, é algo surpreendente que, tanto no mundo de seres humanos quanto no dos animais em geral, essa variada e incansável moção é produzida e mantida por meio de dois simples impulsos – fome e o instinto sexual, ajudados talvez por um pouco de tédio, mas nada mais –, e estes, no teatro da vida, têm o poder de constituir o primum mobile de uma maquinaria tão complexa, colocando em movimento cenas tão estranhas e variadas!

Analisando os pormenores, constatamos que a matéria inorgânica apresenta um constante conflito entre forças químicas, as quais por vezes promovem a dissolução; por outro lado, a existência orgânica somente é possível através de uma contínua substituição de matéria, e não pode subsistir se não dispuser de uma eterna ajuda exterior. Portanto a vida orgânica é como o balançar de um pólo na mão; deve ser mantida em constante movimento e ter constante suprimento de matéria – da qual necessita continuamente e eternamente. Apesar disso, é apenas através da vida orgânica que a consciência é possível.

Este é o reino da existência finita, e seu oposto seria uma existência infinita, a qual não está exposta a ataques externos nem precisa de ajuda exterior; [grego: aei hosautos on] o reino da paz eterna; [grego: oute gignomenon, oute apollymenon], sem mudanças, sem tempo, sem diversidade; o conhecimento negativo do que constitui a nota fundamental da filosofia platônica. A renúncia da vontade de viver revela o caminho a um tipo de estado como esse.

As cenas de nossa vida são como imagens em um mosaico tosco; vistas de perto, não produzem efeitos – devem ser vistas à distância para ser possível discernir sua beleza. Assim, conquistar algo que desejamos significa descobrir quão vazio e inútil este algo é; estamos sempre vivendo na expectativa de coisas melhores, enquanto, ao mesmo tempo, comumente nos arrependemos e desejamos aquilo que pertence ao passado. Aceitamos o presente como algo que é apenas temporário e o consideramos como um meio para atingir nosso objetivo. Deste modo, se olharem para trás no fim de suas vidas, a maior parte das pessoas perceberá que viveram-nas ad interim [provisoriamente]: ficarão surpresas ao descobrir que aquilo que deixaram passar despercebido e sem proveito era precisamente sua vida – isto é, a vida na expectativa da qual passaram todo o seu tempo. Então se pode dizer que o homem, via de regra, é enganado pela esperança até dançar nos braços da morte!

Novamente, há a insaciabilidade de cada vontade individual; toda vez que é satisfeita um novo desejo é engendrado, e não há fim para seus desejos eternamente insaciáveis.

Isso acontece porque a Vontade, tomada em si mesma, é a soberana de todos os mundos: como tudo lhe pertence, não se satisfaz com uma parcela de qualquer coisa, mas apenas como o todo, o qual, entretanto, é infinito. Devemos elevar nossa compaixão quando consideramos quão minúscula a Vontade – essa soberana do mundo – torna-se quando toma a forma de um indivíduo; normalmente apenas o que basta para manter o corpo. Por isso o homem é tão miserável.

Na presente época, que é intelectualmente impotente e notável por sua veneração daquilo que é ruim em todas formas – um estado de coisas que é bastante condizente com a palavra cunhada “Jetztzeit” (tempo presente), tão pretensiosa quanto é cacofônica – os panteístas atrevem-se a dizer que a vida é, como dizem, “um fim-em-si”. Se nossa existência neste mundo fosse um fim-em-si, seria a mais absurda finalidade jamais determinada; mesmo nós próprios ou qualquer outro poderia tê-la imaginado.

A vida apresenta-se principalmente como uma tarefa, isto é, de subsistir de gagner sa vie [para ganhar a vida]. Se for cumprida, a vida torna-se um fardo, e então vem a segunda tarefa de fazer algo com aquilo que foi conquistado – a fim de espantar o tédio, que, como uma ave de rapina, paira sobre nós, pronto para atacar sempre que vê a vida livre da necessidade.

A primeira tarefa é conquistar algo; a segunda é banir o sentimento de que algo foi conquistado, do contrário torna-se um fardo.

Está suficientemente claro que a vida humana deve ser algum tipo de erro, com base no fato de que o homem é uma combinação de necessidades difíceis de satisfazer; ademais, se for satisfeito, tudo que obtém um estado de ausência de dor, no qual nada resta senão seu abandono ao tédio. Essa é uma prova precisa de que a existência em si mesma não tem valor, visto que o tédio é meramente o sentimento do vazio da existência. Se, por exemplo, a vida – o desejo pelo qual se constitui nosso ser – possuísse qualquer valor real e positivo, o tédio não existiria: a própria existência em si nos satisfaria, e não desejaríamos nada. Mas nossa existência não é uma coisa agradável a não ser que estejamos em busca de algo; então a distância e os obstáculos a serem superados representam nossa meta como algo que nos satisfará – uma ilusão que desvanece assim que o objetivo é atingido; ou quando estamos engajados em algo que é de natureza puramente intelectual – quando nos distanciamos do mundo a fim de podermos observá-lo pelo lado de fora, como espectadores de um teatro. Mesmo o prazer sensual em si não significa nada além de um esforço contínuo, o qual cessa tão logo quanto seu objetivo é alcançado. Sempre que não estivermos ocupados em algum desses modos, mas jogados na existência em si, nos confrontamos com seu vazio e futilidade; e isso é o que denominamos tédio. O inato e inextirpável anseio pelo que é incomum demonstra quão gratos somos pela interrupção do tedioso curso natural das coisas. Mesmo a pompa e o esplendor dos ricos em seus castelos imponentes, no fundo, não passam de uma tentativa fútil de escapar da essência existencial, a miséria.

O fato de que a mais perfeita manifestação da vontade de viver – o organismo humano, com a sua sutil e complexa maquinaria – deve decair e finalmente render todos os seus esforços à extinção – esse é o simples meio pelo qual a Natureza, invariavelmente verdadeira e sincera, declara todo o esforço da vontade, em sua própria essência, como estéril e inútil. Se tivesse algum valor em si, algo incondicionado e absoluto, seu fim não seria a inexistência. Esta é a nota dominante da bela música de Goethe:

No alto da velha torre
Fica o herói de mente nobre.
[Hoch auf dem alten Thurme steht Des Helden edler Geist.]

O homem é apenas um fenômeno, não a coisa-em-si – digo: o homem não é [grego: ontos on]; isso se comprova pelo fato de que a morte é uma necessidade.

E quão diferente o começo de nossas vidas é do seu fim! O primeiro é feito de ilusões de esperança e divertimento sensual, enquanto o último é perseguido pela decadência corporal e odor de morte.

O caminho que divide ambas, no que concerne nosso bem-estar e deleite da vida, é a bancarrota; os sonhos da infância, os prazeres da juventude, os problemas da meia-idade, a enfermidade e miséria freqüente da velhice, as agonias de nossa última enfermidade e, finalmente, a luta com a morte – tudo isso não faz parecer que a existência é um erro cujas conseqüências estão se tornando gradualmente mais e mais óbvias?

Seria sábio considerar a vida como um desengaño, uma ilusão; que tudo está organizado nesse sentido: isso está suficientemente claro.

É apenas no microscópio que nossa vida parece grandiosa. É um ponto indivisível, captado e ampliado pelas poderosas lentes do Tempo e do Espaço.

Tempo é um elemento em nosso cérebro que, por meio da duração, cria uma semelhança de realidade na existência absolutamente vazia das coisas e de nós mesmos.

Quanta tolice há no homem que se arrepende e lamenta por não ter aproveitado oportunidades passadas, as quais poderiam ter-lhe assegurado esta ou aquela felicidade ou prazer! O que resta desses agora? Apenas o fantasma de uma lembrança! E é o mesmo com tudo aquilo que faz parte de nossa sorte. De modo que a forma do tempo, em si, e tudo quanto é baseado nisso, é um modo claro de provar a nós a vacuidade de todos deleites terrenos.

Nossa existência, assim como a de todos animais, não é duradoura, mas apenas temporária, meramente uma existentia fluxa, que pode ser comparada a um moinho no qual há constante mudança.

É verdade que a forma do corpo dura por um tempo, mas apenas sob a condição de que a matéria esteja sempre mudando, de que a velha matéria seja descartava e uma nova seja incorporada. É o principal empenho de todas as formas viventes assegurar um constante suprimento de matéria aproveitável. Ao mesmo tempo, estão conscientes de que sua existência é modelada de modo a durar apenas um período de tempo, como foi dito. Por essa razão tentam, quando estão abandonando a vida, deixá-la para outrem que tomará seu lugar. Essa tentativa toma a forma do instinto sexual em autoconsciência, e na consciência de outras coisas apresenta-se objetivamente – isto é, na forma do instinto genital. Esse instinto pode ser comparado ao enfileiramento de uma corrente de pérolas; um indivíduo sucedendo o outro tão rapidamente como as pérolas na corrente. Se nós, em imaginação, acelerarmos essa sucessão, veremos que a matéria está mudando constantemente em toda a fileira assim como está mudando em cada pérola, enquanto retém a mesma forma: percebemos então que temos apenas uma quasi-existência. Que são somente as Idéias que existem e criaturas-sombra daquilo que lhes corresponde – isso é a base dos ensinamentos de Platão.

A idéia de que não somos nada senão um fenômeno, em oposição à coisa-em-si, é confirmada, exemplificada e clarificada pelo fato de que a conditio sine qua non de nossa existência é um contínuo fluxo de descarto e aquisição de matéria que, como nutrição, é uma constante necessidade. De modo que nos assemelhamos a fenômenos como fumaça, fogo ou um jato de água, todos os quais desvanecem ou cessam diretamente se não houver suprimento de matéria. Pode ser dito, então, que a vontade de viver apresenta-se na forma de um fenômeno puro que termina em nada. Esse nada, entretanto, juntamente com o fenômeno, permanece dentro do limite da vontade de viver e são baseados nesse. Admito que isso é um pouco obscuro.

Se tentarmos obter uma perspectiva geral da humanidade num relance, constataremos que em todo lugar há uma constante e grandiosa luta pela vida e existência; que as forças mentais e físicas são exploradas ao limite; que há ameaças, perigos e aflições de todo gênero.

Considerando o preço pago por isto tudo – existência e a própria vida –, veremos que houve um intervalo quando a existência era livre de sofrimento, um intervalo que, entretanto, foi imediatamente sucedido pelo tédio, o qual, por sua vez, foi rapidamente sucedido por novos anseios.

O tédio ser imediatamente sucedido por novos anseios é um fato também verdadeiro à mais sábia ordem de animais, pois a vida não tem valor verdadeiro e genuíno em si mesma, mas é mantida em movimento por meio de meras necessidades e ilusões. Tão logo quanto não houver necessidades e ilusões tornamo-nos conscientes da absoluta futilidade e vacuidade da existência.

Se deixarmos de contemplar o curso mundo como um todo e, em particular, a efêmera e cômica existência de homens enquanto sucedem um ao outro rapidamente para observar a vida em seus pequenos detalhes: quão ridícula é a visão!

Impressiona-nos do mesmo modo como uma gota d’água, uma simples gota fervilhando de infusoria, é vista por um microscópio, ou um pedaço de queijo cheio de carunchos invisíveis a olho nu. Sua atividade e luta uns contra os outros em um espaço tão pequeno nos entretém grandemente. Acontece o mesmo no pequeno lapso da vida – uma grande e séria atividade produz um efeito irrisório.

Nenhum homem jamais se sentiu perfeitamente feliz no presente; se acontecesse, isso o envenenaria.

Nota do tradutor

A presente tradução de O Vazio da Existência de Arthur Schopenhauer teve como fonte Essays of Schopenhauer; translation of selections from Parerga und Paralipomena por Rudolf Dircks. Seu objetivo não consiste em proporcionar uma tradução técnica, mas informal, num esforço de popularizar escritos intelectualmente edificantes na língua portuguesa.

Biografia de Arthur Schopenhauer (Danzig, 22 de Fevereiro 1788 — Frankfurt, 21 de Setembro 1860) (Fonte: Wikipedia)

Contexto filosófico e cultural



Caricatura de Arthur Schopenhauer, por Wilhelm Busch

Filho de Heinrich Floris Schopenhauer, comerciante da cidade de Danzig, na Prússia (atualmente Gdansk, na Polônia), o filósofo Arthur Schopenhauer estava destinado a seguir a profissão de seu pai. Por isso, a família nunca se preocupou muito com sua educação intelectual e, quando contava apenas doze anos de idade, em 1800, induziu-o a empreender uma série de viagens importantes para um futuro comerciante. Schopenhauer percorreu a Alemanha, a França, a Inglaterra, a Holanda, a Suíça, a Silésia e a Áustria. Mas seu interesse não foi despertado por aquilo que seu pai mais desejava: o que fez de mais importante, durante essas viagens, foi redigir uma série de considerações melancólicas e pessimistas sobre a miséria da condição humana. Em 1805, a família fixou-se em Hamburgo e o obrigou a cursar uma escola comercial. A morte do pai (presumivelmente cometeu suicídio) permitiu-lhe, contudo, abandonar para sempre os estudos comerciais e voltar-se para uma carreira universitária, como era seu desejo. Assim, Schopenhauer passou a dedicar-se aos estudos humanísticos, ingressando no Liceu de Weimar em 1807; dois anos depois, encontrava-se na faculdade de medicina de Göttingen, onde adquiriu vastos conhecimentos científicos.

Em 1811, na Universidade de Berlim, assistiu aos cursos dos filósofos Schleiermacher (1768-1834) e Fichte (1762-1814). Este último seria, mais tarde, acusado por Schopenhauer de ter deliberadamente caricaturado a filosofia de Kant (1724-1804), tentando “envolver o povo alemão com a neblina filosófica”. Em 1813, Schopenhauer doutourou-se pela Universidade de Berlim com a tese Sobre a Quádrupla Raiz do Princípio de Razão Suficiente.

Nessa época, sua mãe, Johanna Schopenhauer, estabeleceu-se em Weimar, onde começou a obter progressivo sucesso como novelista e passou a freqüentar os círculos mundanos que Schopenhauer detestava e se esforçava por ridicularizar ao máximo. As relações entre os dois deterioraram-se a ponto de Johanna declarar publicamente que a tese de seu filho não passava de um tratado de farmácia; em contrapartida, Schopenhauer afirmava ser incerto o futuro de sua mãe como romancista e que ela somente seria lembrada no futuro pelo fato de ser sua progenitora.

Apesar dessas brigas, Schopenhauer freqüentou durante algum tempo o salão de sua mãe. Ali tornou-se amigo de Goethe (1749-1832), que reconhecia seu gênio filosófico e sugeriu-lhe que trabalhasse numa teoria antinewtoniana da visão. A partir dessa sugestão, Schopenhauer escreveu Sobre a Visão e as Cores, publicado em 1816.

Em 1814, Schopenhauer rompeu definitivamente com a família e quatro anos depois concluiu sua principal obra, O Mundo como Vontade e Representação. Em 1819, o livro foi publicado, mas um ano e meio após haviam sido vendidos apenas cerca de 100 exemplares. A crítica também não foi favorável à obra.

Durante os anos de 1818 e 1819, Schopenhauer passou uma temporada na Itália: ao voltar, sua situação econômica não era das melhores. Solicitou então um posto de monitor na Universidade de Berlim, valendo-se de seu título de doutor e passando por uma prova que consistia numa conferência. Admitido em 1820, encarregou-se de um curso intitulado A Filosofia Inteira, ou O Ensino do Mundo e do Espírito Humano. O título do curso devia-se, provavelmente, a Hegel (1770-1831), que na época era um dos mais reputados professores da Universidade de Berlim. Tentando competir com Hegel, Schopenhauer escolheu o mesmo horário utilizado pelo rival, mas a tentativa redundou em fracasso completo: apenas quatro ouvintes assistiam a suas aulas. Ao fim de um semestre, renunciou à universidade.

Em 1821, envolveu-se em um acidente que teve desagradáveis conseqüências econômicas e, sobretudo, viria causar-lhe periódica crise de depressão psicológica. Nessa época, o filósofo residia numa pensão, cujos principais locatários, em sua grande maioria, eram senhoritas de idade avançada. Essas pensionistas tinham o desagradável hábito de espionar a chegada de supostas amantes, recebidas por Schopenhauer em seus aposentos. Certa noite, quando uma costureira chamada Caroline-Louise Marquet dedicava-se a esse mister, Schopenhauer, perdendo a paciência, atirou-a escada abaixo. Como resultado, foi processado e acabou sendo condenado a pagar trezentos thalers de despesas médicas. Além disso, ficava obrigado a pagar sessenta thalers anuais, até a morte de Caroline, que somente veio a falecer vinte anos depois. Durante todo esse tempo, Schopenhauer entrava em depressão nervosa, uma vez por ano, todas as vezes que era obrigado a pagar a pensão. Sua revolta dizia respeito menos à quantia desembolsada do que àquilo que sentia como injustiça cometida pelas autoridades.

Entre 1826 e 1833, Schopenhauer empreendeu freqüentes viagens, adoeceu por diversas vezes e tentou uma segunda experiência como professor da Universidade de Berlim. Foi mais uma tentativa fracassada, somente contrabalançada pela crítica elogiosa a seu O Mundo como Vontade e Representação, publicada no periódico Kleine Bücherschau.

Em 1833, depois de muitas hesitações, o filósofo resolveu fixar-se em Frankfurt, onde permaneceria até sua morte em 1860. Durante os vinte e sete anos que passou na cidade, levou uma vida solitária, acompanhado por seu cão. Sua predileção por animais era filosoficamente justificada; segundo Schopenhauer, entre os cães, contrariamente ao que ocorre entre os homens, a vontade não é dissimulada pela máscara do pensamento.

Dedicado exclusivamente à reflexão filosófica, Schopenhauer trabalhou intensamente em Frankfurt, redigindo e publicando diversos livros. Em 1836, veio a lume o ensaio Sobre a Vontade na Natureza, que deveria completar o segundo livro de O Mundo como Vontade e Representação. Na mesma época, redigiu também dois ensaios sobre moral. O primeiro, escrito para concorrer a um concurso da Academia de Ciências de Trondheim (Noruega), intitula-se Sobre a Liberdade da Vontade. O segundo, O Fundamento da Moral, concorreu ao concurso da Academia de Copenhague e continha verdadeiros insultos a Hegel e a Fichte, que provocaram escândalo; embora fosse o único concorrente, o livro não foi premiado. Posteriormente, os dois ensaios seriam reunidos sob o título de Os Dois Problemas Fundamentais da Ética e publicados em 1841. Três anos depois, surgiu a segunda edição de O Mundo como Vontade e Representação, enriquecida com alguns suplementos. Apesar disso, não teve sucesso.

O mesmo não ocorreu com a última obra escrita e publicada por Schopenhauer. Intitulava-se Parerga e Paralipomena e continha pequenos ensaios sobre os mais diversos temas: política, moral, literatura, filosofia, estilo e metafísica, entre outros. A obra alcançou inesperado sucesso, logo depois de ser publicada em 1851. A partir daí, a notoriedade do autor espalhou-se pela Alemanha e depois pela Europa. Um artigo de Oxenford, publicado na Inglaterra, deu início à grande difusão de sua filosofia. Na França, muitos filósofos e escritores viajaram até Frankfurt para visitá-lo. Na Alemanha, a filosofia de Hegel entrou em declínio e Schopenhauer surgiu como ídolo das novas gerações.

Assim, os últimos anos da vida de Schopenhauer proporcionaram-lhe um reconhecimento que ele sempre buscou. Artigos críticos surgiram em grande quantidade nos principais periódicos da época. A Universidade de Breslau dedicou cursos à análise de sua obra e a Academia Real de Ciências de Berlim propôs-lhe o título de membro, em 1858, que ele recusou.

Dois anos depois, a 21 de setembro de 1860, Arthur Schopenhauer, que Nietzsche (1844 – 1900) chamaria "o cavaleiro solitário", faleceu, vítima de pneumonia. Contava, então, 72 anos de idade.

Principais obras

Sobre a raiz quádrupla do princípio da razão suficiente (1813)
O mundo como vontade e representação (1819)
Sobre a Vontade da Natureza (1836)
Os Dois Problemas Fundamentais da Ética (1841)
Parerga e Paralipomena (1851)


Fonte: Site Ateus.Net